quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Especial Porão do Rock

Tá certo, tá certo, vou confessar: eu tenho medo do mal, mas nunca tive taaanto. A sexta-feira me assustou de verdade. Nunca tinha visto tanto metaleiro na vida. E não estou aqui falando mal nem discriminando, mas era super comum as pessoas passarem sem pedir licença, ou te empurrarem, ou ainda mais do que isso: pensarem ser o ... João Gordo. Coof cof. Somando a isso
o hardcore também foi chato e gritado daqueles que você não entende nada e isso até rendeu um certo vídeo de um certo jornalista aí, mas isso eu conto na outra parada. Bom, ao final desta sexta linha você deve estar se perguntando: o que o porão teve de bom então? O porão, pelo que ouvi dizerem, foi mais fraco do que nos anos anteriores em termo de quantidade de coisas boas, mas recompensou trazendo a clássica Suicidal Tendencies, o glorioso Muse (já dito aqui) e a "estrela" pop... Pitty. Então, voltando a falar da sexta-feira do mal , o Matanza mostrou que bom é quando faaaz... MAL. Sei que deveria dizer mais, mas isso é tudo. O show do Matanza é muuito bom e quebrou o galho. Eu que tinha perdido os caras aqui, acabei curtindo vê-los na capital. Outra coisa legalzona da Sexta foi ver o Madame Saatan de Belém do Pará tocar pela primeira vez em um festival desse e tocar bem, na minha modesta opinião. Sábado tinha Autoramas, tinha a bandaça da querida Fernanda ( Lucy and the popsonics) , mas tinha a minha ressaca e preguiça também. Então só ouvi um pouco destas bandas lá de fora mas sei que foram legais. O legal mesmo foi eu ficar ali bem de frente com a Nancy de Brasília, tirar fotos e adorar a banda que só sacava por blogs.
Morte aos hipsters : É triste, mas é sério. Eu acho por inúmeros motivos que o hype seja bom e importante, mas não posso deixar de falar do lado chato do hype. O fato é que não fiquei sem conseguir enxergar o Muse, mas ficaram na minha frente pessoas que nem conhecem duas músicas, pessoas empolgadas, que faziam corinhos e te empurravam na hora do show. Tinha metaleiro fazendo confusão e isso é triste. Brasília, como a capital, deve ta passando pelo problema que passou NY, que se resolveu com festas secretas divulgadas em blogs com senhas e tudo. Óbvio que não tem como comparar, o Strokes é de NY ! Mas eu senti a coisa séria. Você pode até vir me dizer que todo show tem isso. Mas foi mais do que isso, entende?
Carinha atrás de mim no show, me parecia um nordestino que sacava bem das coisas. Falou que a maioria das pessoas que estavam lá, se conhecessem Knights Of Cydonia, era muito, falou que queria um emprego como o do Lúcio Ribeiro e ... falou mal do Madame, dizendo que gritavam "Joelma, Joelma", comparando com o Calipso. Aí não concordei e nem vi esse coro, mas abafa.

Leandro e o / a Justice: Caso sério eu escrevendo isso aqui e voltando para minha faculdade de Direito. Eu poderia estar no Jornalismo ! Caso sério também seria um jornalista... na Justiça.
O jornalista Leandro Moreira, foi atrás do Muse até no banheiro de todos os festivais, berrou, decorou a sequência de músicas, pegou balões, ganhou um adeus e filmou junto com a tia Nay o show inteiro do Muse que teve uma pré com a música do Justice, como já foi dito aqui. E como se não bastaasse, ele não quis esnobar o hyyype e trouxe uma foto para Belém ao lado da Justice, para recordar.

Logo mais eu volto com fotos da Nancy, com a quarta que anda botando Belém de cabeça para baixo, com um certo Vinil de cor laranja e amanhã eu volto de férias para as festas também e discoteco no Café com Arte. See you there, people.

Um comentário:

Cláudia Oliveira disse...

mais um texto de dar orgulho.
deu até vontade de ler de novo! haha

- aquela namorada mais coruja. haiuheu