quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Quarta agora é sábado

"Todos juntos no bar Lá-lá-lá-lá!
Vamos celebrar Lá-lá-lá-lá!
Brindem copos no ar Lá-lá-lá!
Isso é que é Sábado!
Isso é que é Sábado!"
Bidê ou Balde, em "Isso que é sábado"

"Night fever, night fever.
We know how to do it.
Gimme that night fever, night fever.
We know how to show "
Bee Gees, em "Saturday night fever"
Mudança de cultura, de costumes, encarando novos desafios e sem medo de arriscar: esses são os lemas da festa mais anormal de Belém neste ano de 2008. A festa é anormal e não é por ser em um lugar trash com alguém vestido de super-homem, ou por vídeos e idéias loucas como ocorre por aí, mas é anormal porque é uma raave de rock e electro-rock (geralmente são sete, oito horas de festa) ocorrendo desde o fim da tarde até a madrugada. A festa tem idéias novas também, nada escandaloso, mas cada vez mais vem se mostrando forte. A verdade é que as duas últimas "Quarta qui Pariu" pareceram demais um sábado dos melhores. É bem verdade que era férias, mas o crescimento da coisa foi de assustar. A festa até então é só de DJ, ocorre no tradicional maior palco underground que é o Café com Arte, e é organizada em sociedade pelo DJ e publicitário (inclusive autor dos flyers) Emídio Contente e este que vos escreve. O horário "louco" foi escolhido para tornar a festa grande e proveitosa e ao mesmo tempo permitir que todos possam ir curtir, a não ser quem tem faculdade à noite, mas como é só uma vez no mês que ocorre...
Todo mundo sabe que o dia tradicional das festas historicamente é o sábado e eu confesso não saber de onde veio essa idéia, mas eu sei sobre isso desde a era disco com o filmaço clássico na história da música que se chama "Os embalos de sábado à noite". Então vamos nós. Na era da new disco, em Sampa, você tem festas a semana toda. Porém a coisa ferve de verdade literalmente desde a quarta com a festaça que chama Funhell e ocorre na Funhouse. Detalhe relevante é que essa festa lota e olhe que não tem o esquema que a Quarta qui Pariu tem de começar cedinho... O desafio então é mudar a cultura, a mentalidade ultrapassada, as idéias impostas pela sociedade e de certa forma me parece que a "QUI PARIU" conseguiu pelos últimos sucessos. Com investimentos, novidades, sempre alguém de bagagem ou conhecimento musical discotecando, a coisa promete ir longe e já parece estar virando o novo sábado. A festa já tem seu orkut, suas fotos na net e principalmente seus fãs que ficam esperando a hora dela chegar. Para terminar sobre a Quarta, faltou eu dizer que há uma idéia de liberdade, mas com cuidado para manter a boa imagem da festa. Agora é fato que todos se sentem em casa e confortáveis com os devidos limites. Finalmente, fica aqui meu convite para edição especial da festa mais animal do momento que ocorrerá desta feita no feriado da sexta (por isso é especial). Você pode até pensar que perdeu o sentido mas fique tranquilo. O feriado apareceu e mês de agosto ainda complica fazer algo na quarta, porém dia três de Setembro podem ficar atentos para uma QUARTA qui Pariu... em uma quarta .


* Bom, volto depois com a volta do Skins e a vinda de uma certa banda punk para Belém...

* Boa QUARTA para vocês (hihi).


terça-feira, 12 de agosto de 2008

Tudo por acaso

"Saiba que agora descolei uma namorada
Confesso pra você que meu namoro é de fachada
Patrícia fez de tudo pra eu tentar te esquecer
Me levou pra Santiago, mas eu lembro é de você"
Lucy and the Popsonics, em " Coração Empacotado"
Então, esse sonzinho só consegui ouvir lá de fora do Porão, mas sabe quando você vai pronto para uma coisa, chega lá e outra faz a sua alegria? Digamos que foi isso. A banda brasiliense Nancy já tinha sido falada em blogs e eu tinha lido a escalação dela, por exemplo, no South by Southwest, acreditem! Daí, isso foi motivo suficiente para eu ficar esperando o show ali bem na frente e não me decepcionei. Camila Zamith é dona de uma voz sem dúvida alguma diferenciada e a banda ainda conta um guitarrista figuraça e que sabe o que faz. Veja a Nancy em ação:

Vinil Laranja: Bom, e por falar em coisas que ocorrem por acaso, foi assim que conheci a melhor banda de Belém hodiernamente (grudada com os Filhos de Empregada). Em um daqueles dias sem nada para fazer (no sábado durante a tarde), fui para a Ná Figueiredo ver o ensaio aberto de uma banda que já tinha tocado no Café comigo umas duas vezes, mas por estar discotecando, nunca tinha sacado direito. Fim da história, saí do ensaio passado, dizendo "égua, maninho!". Mentira, nem tanto. Mas, o papo é que a banda é rock alternativo barulhento, com vocalista que vira o demônio assim... no show inteeeiro e o baterista não fica atrás. Se fosse uma banda de três, eu mudaria o nome para 666, veja bem. Para terminar de vez o que tenho para dizer sobre eles, posso dizer que ponho muita fé no que tô vendo e já falei isso para três membros dos quatro existentes (Hahaha). Enfim, eu os vi em uma festa (de nome não mencionável por aqui) neste sábado...mas motivos aí me levam a não colocar foto aqui... cof cof. Só não sei ainda da onde veio esse nome da banda, mas prometo que em breve eu conto e ouçam bem, o Vinil Laranja é o meu Tio Nelson 2008. Vai dar o que falar! O Tio Nelson, como todos bem sabem, já deu, deu tanto que virou pop. E isso não é um trocadilho. Tio Nelson underground mora no coração.

* Mais tarde eu volto com TUDO sobre o dia "qui" virou o sábado da molecada de Belém pelo menos uma vez no mês. A "galere" pira quando você menciona quarta qui pari... Já já eu te conto.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Especial Porão do Rock

Tá certo, tá certo, vou confessar: eu tenho medo do mal, mas nunca tive taaanto. A sexta-feira me assustou de verdade. Nunca tinha visto tanto metaleiro na vida. E não estou aqui falando mal nem discriminando, mas era super comum as pessoas passarem sem pedir licença, ou te empurrarem, ou ainda mais do que isso: pensarem ser o ... João Gordo. Coof cof. Somando a isso
o hardcore também foi chato e gritado daqueles que você não entende nada e isso até rendeu um certo vídeo de um certo jornalista aí, mas isso eu conto na outra parada. Bom, ao final desta sexta linha você deve estar se perguntando: o que o porão teve de bom então? O porão, pelo que ouvi dizerem, foi mais fraco do que nos anos anteriores em termo de quantidade de coisas boas, mas recompensou trazendo a clássica Suicidal Tendencies, o glorioso Muse (já dito aqui) e a "estrela" pop... Pitty. Então, voltando a falar da sexta-feira do mal , o Matanza mostrou que bom é quando faaaz... MAL. Sei que deveria dizer mais, mas isso é tudo. O show do Matanza é muuito bom e quebrou o galho. Eu que tinha perdido os caras aqui, acabei curtindo vê-los na capital. Outra coisa legalzona da Sexta foi ver o Madame Saatan de Belém do Pará tocar pela primeira vez em um festival desse e tocar bem, na minha modesta opinião. Sábado tinha Autoramas, tinha a bandaça da querida Fernanda ( Lucy and the popsonics) , mas tinha a minha ressaca e preguiça também. Então só ouvi um pouco destas bandas lá de fora mas sei que foram legais. O legal mesmo foi eu ficar ali bem de frente com a Nancy de Brasília, tirar fotos e adorar a banda que só sacava por blogs.
Morte aos hipsters : É triste, mas é sério. Eu acho por inúmeros motivos que o hype seja bom e importante, mas não posso deixar de falar do lado chato do hype. O fato é que não fiquei sem conseguir enxergar o Muse, mas ficaram na minha frente pessoas que nem conhecem duas músicas, pessoas empolgadas, que faziam corinhos e te empurravam na hora do show. Tinha metaleiro fazendo confusão e isso é triste. Brasília, como a capital, deve ta passando pelo problema que passou NY, que se resolveu com festas secretas divulgadas em blogs com senhas e tudo. Óbvio que não tem como comparar, o Strokes é de NY ! Mas eu senti a coisa séria. Você pode até vir me dizer que todo show tem isso. Mas foi mais do que isso, entende?
Carinha atrás de mim no show, me parecia um nordestino que sacava bem das coisas. Falou que a maioria das pessoas que estavam lá, se conhecessem Knights Of Cydonia, era muito, falou que queria um emprego como o do Lúcio Ribeiro e ... falou mal do Madame, dizendo que gritavam "Joelma, Joelma", comparando com o Calipso. Aí não concordei e nem vi esse coro, mas abafa.

Leandro e o / a Justice: Caso sério eu escrevendo isso aqui e voltando para minha faculdade de Direito. Eu poderia estar no Jornalismo ! Caso sério também seria um jornalista... na Justiça.
O jornalista Leandro Moreira, foi atrás do Muse até no banheiro de todos os festivais, berrou, decorou a sequência de músicas, pegou balões, ganhou um adeus e filmou junto com a tia Nay o show inteiro do Muse que teve uma pré com a música do Justice, como já foi dito aqui. E como se não bastaasse, ele não quis esnobar o hyyype e trouxe uma foto para Belém ao lado da Justice, para recordar.

Logo mais eu volto com fotos da Nancy, com a quarta que anda botando Belém de cabeça para baixo, com um certo Vinil de cor laranja e amanhã eu volto de férias para as festas também e discoteco no Café com Arte. See you there, people.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Brazil is Cydonia and Muse is the Knight...


"Because we are your friends
You'll never be alone again
Well come on, well come on Well come on, well come on"

"Don't be afraid
What you're mind conceals
You should make a stand
Stand up for what you believe
And tonight we can truly say
Together we're invincible"

Matthew foi muito feliz ao criar a letra de Invincible e mal sabia que futuramente estaria dizendo uma frase puramente verdadeira. O Muse é invencível.
Gênio: Quase no fim da década e na carência de gênios e ícones intocáveis na música, penso que agora o Matthew se consolida como tal. Nos anos em que Julian ( Strokes) , Pete Wents e Gerard Way são os maiores ídolos, me parece que o Muse e Mathew terminam a década muuito na frente dos "concorrentes". Bellamy, filho do não menos gênio, George Bellamy( The Tornados), é fenomenal vocalista, toca piano como poucos e tem uma voz alucinante. Mais do que tudo isso é a rapidez em que usa tais instrumentos/habilidades.
Perplexo: Foi assim que fiquei do primeiro ao último instante do show da melhor banda de 3 do planeta Terra. Desde a abertura pré-Muse com o hiiino do Justice (que está presente no primeiro pedaço de música aí de cima) até o fim do último aplauso, eu não me movi.
Para nada nem ninguém botar defeito: A verdade é que não me surpreendi, o Muse só foi mais real, tava ali na minha cara. Nunca me senti tão perto de Cydonia(hihi). Er...mas foi o que eu esperava. Impecável e perfeito como em todos os shows que tinha visto só em imagens. Até os efeitos visuais que eu pensei que não fossem aparecer, vieram fortes mas ainda sim mais fracos que os da Europa (óbvio). O fato é que tenho certeza que esse show foi um dos melhores da minha vida e que quanto a apresentação, ninguém pode botar defeito, ao contrário do público, mas isso é outra história que venho contar depois.

mais tarde eu venho com :



  • Especial Porão do rock, Leandro e o Justice, Matanza, Madame, Hardcore -Punk -Metal, Sexta-Feira , a Nancy com fotos e vídeos e morte aos hipsters.