terça-feira, 11 de novembro de 2008

The end (mundo moderno) ... has no end

O "Mundo moderno do norte ao sul" já deu o que tinha que dar. O número de acessos foi superior ao blog anterior e mesmo o blog não sendo sempre comentado, pessoas vieram até mim: elogiar, comentar, criticar, sugerir e isso foi bem gratificante. É bem válido dizer que é notório o interesse do público que vai ao Café confiando no meu gosto e que por isso passou a acompanhar o blog também, inclusive sempre que me encontrando, comentando.
Com intuito de crescimento e de fazer algo ainda melhor, estou me mudando. O blog que vem aí será divulgado de verdade, terá posts mais frequentes e será mais maduro desde o layout, até os mínimos detalhes que eu possa te contar de novo. Fico satisfeito com o resultado deste e agora você me encontra aqui : http://youwanthistory.wordpress.com/.
É válido também dizer que o novo blog ainda está sendo construído, mas que logo começará, afinal agora eu sou um estudante de jornalismo. Grato

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Especial Skins e o Círio visto por outro ângulo

Skins:Você, por um acaso, é daqueles que não aguenta mais "Malhação", que odeia a falta de criatividade da novela, está cansado de ver um mundo adolescente que inexiste, está inconformado com os assuntos tão banais exibidos por esse programa? Seus problemas... não acabaram.

* A série bem melhor que qualquer novela jovem "Skins" acabou sua segunda temporada tem um tempinho e eu noticiei neste blog, inclusive dizendo que eu voltaria aqui para falar mais sobre ela. Inclusive também, há dois posts eu venho prometendo falar sobre Skins e o Círio. Tipo, super tudo a ver os temas, né? Mas falemos do Skins...
Imagine você sendo o Tony (personagem principal) ali com os seus 18 anos, não sendo nada honesto com sua namorada, tendo uma irmã estranhíssima que vende drogas em festas e que só fala algo em caso de urgência, daí você tem um amigo virgem e bobão e vocês ainda têm amigos viciados em drogas e sem casa. O seu amigo particularmente quer a sua namorada, mas no fim acaba gostando de uma garota que tem problemas alimentares. Nesse instante o leitor do mundo moderno pula do sofá e diz:- Opa, essa é a minha vida. E eu respondo:- Exatamente, esse é o Skins. Vamos com calma.
Não estou eu aqui dizendo que todo mundo se vê com uma vida assim, mas sim que o mundo não é aquela coisa bonitinha que a Globo mostra em "Malhação". O cara que vê Skins chega a se impressionar com a veracidade facilmente à vista de temas nada comuns na TV.

Originalidade: Skins começa a ser perfeito através da forte criatividade de quem a produz. Continua sendo tão interessante quanto, quando o assunto é a trilha sonora e torna-se a melhor série do mundo quando mostra o quanto é original e chega a assustar, pois estamos acostumados a ver o mundo e as coisas de forma diferente da real, quando o assunto é novela ou seriado adolescente. Skins é diferente de tudo que você já viu.

Não foi fácil: Ao término da segunda temporada, e sabendo que agora todos vão para faculdade e que só a Effy (irmã do Tony) vai continuar, eu tive dias difíceis...

O porquê de eu ter dito que seus problemas não acabaram: Ora, vamos. A segunda temporada da série já acabou, pra mim é como se a série em si tivesse acabado também e agora parece tarde pra você que nunca viu, né? Bom, eu acho assim, mas há uma salvação. Pelo que parece a HBO Plus continuará a exibir as duas temporadas já existentes e atualmente já está transmitindo o quarto epsódio da primeira temporada. Então corra para TV na próxima Terça à noite e se você se arrepender pode me xingar.

O CÍRIO VISTO POR OUTRO ÂNGULO - Uma quantidade estúpida de bicicletas, trânsito maluco, gente porre fazendo confusão no ônibus e quando enfim cheguei na faculdade... não tinha aula. Ê, Belém. Viva o Círio!

A festa e o que ocorre: Sem dúvida alguma a maior festa religiosa do Brasil e uma das maiores do mundo, o Círio rende à Belém dias melhores economicamente, mas a cidade até hoje visivelmente não tem condições para tal evento. Além do trânsito, da falta de compromisso das próprias faculdades, falta Hotel em Belém. Falta condição para tanta gente na cidade, de forma geral. Faltou...luz. E não foi só uma vez. Fora isso, foi uma vergonha e sempre é, aliás, como que pessoas que realmente acreditam e tem fé na coisa, saem de casa e vão ver a santa... bebendo e fazendo confusão. Por fim, os assaltantes aproveitam toda essa desorganização para agir mais do que de costume, os turistas vão embora e a cidade fica mais suja do que já é. Vocês acreditam?

* Os vampiros, o Vampiro Dj, qual a relação da medicina com os filmes de terror?, Daniel Peixoto, o novo cidadão paraense e muito mais coisas estão chegando por aí nos próximos posts. Preparação, por favor.

* Depois do filme, é a vez da banda cover. Amanhã tem Arctic Monkeys cover no Café com Arte e estarei por lá na discotecagem. Té já.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A inconstância do público indie em Belém

*Olá, caros amigos. Amanhã é Halloween e este post promete rodar, rodar, rodar, até chegar lá.
  • NÃO É SÓ DE STROKES QUE VIVE NOVA IORQUE - Um dos homens mais versáteis e diferenciados desta década, James Murphy, está chegando com uma banda nova. Só o que sabemos até então, é que a gravadora será a DFA de Nova Iorque e que Murphy será baixista, desta feita. Ê Nova Iorque.

  • CIDADE MODELO/ CIDADE... METAL (?) - O Coritiba Foot Ball Club, através de sua torcida, pretende trazer o ACDC para comemorar o seu centenário. É impressionante o tamanho do movimento e o inusitado é como que tanta gente que torce pelo clube, gosta da banda também. A torcida do Coxa, pretende fazer então, o centenário do metaaaaal. Algo jamais visto por aqui. A cidade promete parar. Bom, só não vai dizer isso para os atleticanos. Ou pior. Imagine você, torcedor do Atlético Paranaense e que... ama o ACDC. Que situação!

A INCONSTÂNCIA DO PÚBLICO INDIE EM BELÉM - Eu trabalho este tema há algum tempo. Vamos falar dele então: Belém encontra-se como São Paulo em 2004. Você tem banda, tem público, mas não estúdio, não tem lugares para tocar. Hoje há alguns coletivos de DJs como Quarta Quipariu (hihi), Se Rasgum, Meachuta e o aparentemente já falecido, Pogobol. É importante analisar o sucesso desses coletivos. Mas também é incrível como o Pogobol, por exemplo, foi para o espaço tão rapidamente. Graças a esses coletivos, foi possível analisar o tamanho do público indie/alternativo, em Belém e assustou. O fato, no entanto, é que estamos em processo de desenvolvimento. Eu não me importo com o hype nem até quando uma banda ou um coletivo vai durar. O importante é que eles existam para que através deles, apareçam lugares novos, estúdios novos e enfim... Os roqueiros em geral irão nos agradecer por isso. O detalhe é como é diferente o período em que vivemos. É uma coisa muito "ou vai todo mundo, ou não vai ninguém". Hoje quem faz festa independente sempre tem essa pergunta em mente: "Vai lotar, ou ninguém vai?" Isso tudo ainda é muito misterioso.

  • QUE PÚBLICO É ESSE? - Como não poderia ser diferente, a gente acaba vendo wanna be, ex paty, pessoas em transição, empolgados, simpatizantes, compondo um lugar antes seleto. É natural. É o novo, é o que chama gente. Torcemos então para o crescimento necessário, veja você. Nada mais que isso. Deixemos o Pop Som chamar a multidão para fazer o T...

  • A ELITE E O TECHNO BREGA - Curioso como quem tinha mais dinheiro falava mal dos bregueiros. Falava que era coisa de pobre e tudo mais. No entanto, bastou o techno brega se fazer presente no popular "Fantástico", da Globo, que virou moda e "todo mundo" resolveu... mudar de idéia. É engraçado e louco, como a galera da graaana vai fazer o T na... AP, hodiernamente.

O ARCTIC MONKEYS COMO PROVA DO CRESCIMENTO - Berros, brincadeiras, gritos, cinema lotado. Não, não foi a estréia de Jogos Mortais V. Foi o Arctic Monkeys. Foi incrível e eu não esperava tudo isso jamais. Leia um pouco mais aí embaixo:

  • Em uma quarta-feira, no Castanheira, deu para ver que os frutos do crescimento da cena estão sendo colhidos. Molecada em peso, garotas gritando quando o Alex Turner aparecia, como se fosse o... John Travolta. Até eu sempre tão chato com o povo da gritaria, não me importei. Lembrei da carência do nosso povo e o quanto eles gostariam de estar em um show desses. E o fim foi perfeito, showzaço, o Arctic Monkeys escolheu Belém e Belém respondeu.

HALLOWEEN - Eu ia falar sobre o que anda acontecendo com os filmes de terror, mas isso é um tema bem grande e que vem depois. Desde já, desejo feliz dia das bruxas, não se esqueçam que o momento no pop é dos vampiros e que terá um vampiro discotecando sinistramente no café com arte.

* Na volta tem o Skins, o Círio e as suas consequências, a música indie nos estádios europeus e um tema surpresa. Travessuras ou gostosuras?

terça-feira, 28 de outubro de 2008

12:51

"12:51 is the time my voice
Found the words I sought...
Is it this stage I want?"
The Strokes, em "12:51"
"My old friend
I swear I never meant for this
I never meant"
The Bravery, em "An honest mistake"
  • A MÚSICA INDIE ESTÁ EM TODOS OS LUGARES - O ano é 1999. A internet mostra sua força, a música eletrônica desaparece e a música pop despenca. Todos esses acontecimentos guiaram o mundo para a música alternativa. É simples: através da internet, várias bandas começaram a poder colocar sua músicas visíveis para o mundo. O myspace revelou o Arctic Monkeys, por exemplo, que teve um perfil criado por fãs e quando a banda lançou CD, todo mundo já o tinha. Ainda sim, bateu recorde de venda provando que aqueles que lutam contra a pirataria e a possibilidade de você baixar um CD, não estão bem coerentes nessa história. Paralelo ao acontecimento da internet, ninguém mais acreditou na música eletrônica e ela ficou... esquecida. Por fim, a música pop deixou de agradar os publicitários e o próprio público. Com tudo isso, você olha no pop, não vê nada, vai na eletrônica, ela vai de mal a pior, daí então, você olha para (?)... a música indie, não tem jeito. Ainda mais com milhares de bandas dando sopa na internet...
  • Bom, o fato é que hoje, em 2008, nós temos cada dia mais bandas se fazendo na internet, temos as principais empresas telefônicas realizando festivais de música independente, o "Fantástico", da Globo, adotou o som indie em suas reportagens e é claro, a TV por assinatura não poderia ser diferente: seja nos programas de moda, seja nas reportagens esportivas, as bandas independentes fazem a festa. "An honest mistake", do Bravery, parece ser a favorita para o futebol, seja ele do Sportv, ou da ESPN. Falando em "A Favorita", este é o nome de uma das novelas da Globo para quem não sabe. Eu não assisto, mas o cúmulo do ano foi "That's not my name", do Ting Tings, fazer parte do CD da novela. Sobre tudo isso solto a velha frase " é bom mas é ruim".
STROKES CONFIRMADÍSSIMO - Caiu uma bomba em Nova Iorque. Não, não foi um novo ataque terrorista, muito menos a crise econômica. O que aconteceu foi que a melhor banda desta década disse que volta aos estúdios em fevereiro. Ano que vem tem CD novo do Strokes, não esqueçam. Fabrizio Moretti, baterista brasileiro da banda, pediu toda atenção dos fãs do Brasil.
*Por falar em Strokes, na semana passada algo bem bizarro me surpreendeu. Em casa, gripado e com febre, minha diversão era ver TV e olhar o relógio. Nessa brincadeira, por quatro dias seguidos olhei quando o relógio marcava 12:51. "12:51" é musicaça do Strokes que tem até a ver com a semana que vivi...
  • Espero que seja só isso.
IAN CURTIS ERA BOM MÚSICO MAS NÃO BOA GENTE - Eu curtia o Ian Curtis. Assim, nada de especial visto que nos anos 80, muita coisa me agrada tanto ou mais que Joy Division. Porém o mais problemático que eu imaginasse que ele fosse, ainda sim nada seria frente ao que me mostrou o filmaço "Control", que conta a vida dele. Nada honesto, loucão, mundo deprê e epilepsia, mataram literalmente Ian. O filme é triste, você sai totalmente sem ação, mas eu recomendo.
ARCTIC MONKEYS NO CASTANHEIRA - Pioneira no mundo globalizado graças à internet (como já foi citado hoje), a banda inglesa chega aos cinemas do mundo todo e para sua, minha e nossa surpresa, as imagens chegarão em Belém, veja você. A partir das 21:05, o Castanheira todo ouvirá " Brianstorm", hehe. Adrenalina pura!
  • Volto depois com o Coritiba festejando centenário com... Metal. Falarei também sobre o Skins, o Círio e as suas consequências, a música indie nos estádios europeus e um tema surpresa. See you soon.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Indie x Emo

Eu começo escrevendo, que eu não ia escrever hoje. Sei lá, ia ser amanhã, penso. Bom, mas já que estou aqui, não irei decepcioná-los.
O problema, é que o problema é um problemão e eu precisei me fazer presente, entende?
Here we go.

A Socialização dos pombos: Os pombos, coitados, ficaram de lado. O post anterior objetivava falar sobre eles, mas por ser o último assunto acabou... não sendo. Agora com o surgimento de uma matéria minha bem grave, forte e necessária, eu acabei voltando aqui para contar logo e antes de tudo, falarei sobre os pombos. Que fenômeno é esse que os pombos estão virando animais de estimação em Belém? Só eu percebo isso? Será que estou neurando sem motivo? Certamente não obterei respostas para essas perguntas. Mas a questão é, que todo dia, ao ir para aula, encontro com os pombos, eles não saem da frente, não tem o mínimo respeito e isso é profundamente constrangedor. A impressão que tenho, é que o mundo evolui e Belém continua imóvel nesse sentido. A situação se tornou assim, pois me parece que as pessoas acham que o pombo é um animal de estimação bonzinho e lindinho. Se fosse há anos atrás, eu poderia entender, mas hoje sabemos que o pombo nos causa várias doenças dentre elas a leptospirose. O pombo seria então um rato voador, certo? Eu vejo assim, mas a falta de instrução em um mundo tão evoluído, parece não permitir o mesmo por parte de muita gente.
Fica aqui o meu protesto e no segundo turno vocês já sabem, votem com consciência. Votem em alguém que irá tirar os pombos da sua frente.

Fall out boy e os gays: A banda emo Fall out Boy resolveu fazer uma doação. Você aí, todo nerdzinho / saca tudo, achou que eles fizeram o que todos fazem para ter boa imagem na mídia, certo? Aquela doação para... crianças necessitadas. Poxa, se não for isso, foi para os... aidéticos? Bom, dessa vez não. O Fall out boy acaba de doar 50 mil dólares, para um campanha que visa impedir o retorno da lei que proibe casamentos entre homossexuais, na Califórnia (terra da boa forma e também de muitos gays). Finalmente, se for para o fim do preconceito, eu até entendo e torço mas a quantia me assusta. Reflitam.
  • Indie vs Emo: Essa é a notícia que é nova mas não é e ainda sim é a notícia da hora. Sacou? Tudo começa no meu fotolog no dia 02/11/06. Ê, brincadeira. É claro que não começa lá, mas nessa data, eu postei sobre a con-fu-são que estava tendo entre o Indie e o Emo. Brandon, o poderoso do Killers, havia declarado que gostaria de "matar todas as bandas emo do planeta" e teve gente do Panic! at the disco que se mordeu. Como resposta, o baixista do Panic! disse: "Brandon Flowers? Esse cara pode apodrecer no inferno". Ai, ai. Antenadíssima no papo, uma garota de Belém que residia no Rio, veio ao meu fotolog comentar e acrescentou que leu sobre uma outra confusão sobre o Killers e o Fall out Boy. Eu confesso que essa eu perdi, poxa. Mas então, eis que dois anos depois...Vá, beba uma água. Eu permito. Ufa. Vamos lá: você já ouviu falar em Rick Bonadio? Se não, saiba que ele é respeitado no Brasil. Mas a questão é, o que precisa para ser respeitado no Brasil? No caso de Rick, ele é produtor das bandas emo: Glória, NX Zero e a gaúcha Fresno. Além disso, ele esteve com os Manonas, enquanto vivos e está junto com Charlie Brown Jr e CPM 22 até hoje. O Bonadio é dono do selo Arsenal Music e você não deve estar entendo nada sobre aonde eu quero chegar, certo? Acontece que Bonadio meteu o pau nos festivais de música independente. A razão, na minha opinião, se chama dor de cotovelo. Fora um mau gosto de dar medo também. Bonadio foi capaz de dizer que Ivete Sangalo é o que melhor acontece nesse país. Nós o entendemos, né? A questão toda dessa história é que o meio indie responde sem responder. É isso mesmo. Ninguém falou nada sobre Bonadio, mas o papo que rola no indie, é que ele estaria com muuuita dor de cotovelo porque o Paulo André, do festival Abril pro Rock, tem o festival mais forte desse país tendo trazido esse ano o Peter, o Bjorn e o John, além de toda a Suécia que nós conhecemos sem o Abba.
Veja agora alguma perguntas e respostas que nos fazem entender bem por que o poderoso Rick anda falando besteira:

Pra você, qual é o maior artista da atualidade no Brasil? Ivete Sangalo.
O Brasil está passando por um momento no qual muitas bandas estão circulando por festivais independentes pelo país. Você tem acompanhado essa movimentação? Você acha que o mercado nacional está passando por um bom momento? Não, acho o momento muito ruim. Tem muita gente fraca achando que é boa. Os festivais independentes são péssimos. Falta criatividade e letra. Falta tocar melhor, falta muita coisa.
Qual foi o trabalho mais difícil que você já fez? Rodolfo e ET. Gravar voz era muito divertido, mas muito difícil. Vendeu muito.


Aí a questão não é qualidade, mas sim quantidade. Não devo falar mais nada. Meu ego não permite.
Depois eu volto com uma matéria especial sobre o Skins, com o que eu toquei na Quarta, com o filme "Control", do Joy Division, com Joy na Quarta e muito mais.





sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A socialização dos pombos

"Life can be a bad surrender
All those things they did for you
Sometimes you just want to...
Get away, stop the train
Keep on me insane
You just want the best for you"
Vinil Laranja, em "Mathias"
"A total eclipse in the teeth of the risk
The tongue is a twist, perpetual bliss
Forever midnight, forever midnight..."
Queens of the Stone Age, em "Sick, Sick, Sick"
  • Atenção que esse post está bem pesado, já perceberam, não?
O Se Rasgum e eu: Sem surpresas. Tirando o que o Daniel Peixoto faz em cima de um palco, nada me surpreendeu no festival do ano. Tudo que fui olhar porque sabia que era bom, assim foi. Óbvio que me agradou ouvir o Mini Box Lunar que veio diretamente do meio do mundo para tocar aqui, e que tiveram coisinhas um pouco menos relevantes, mas até boas de se ver. Eu disse de "ver". Nada de comentar ou escrever, entenderam bem? Mas fiquem tranquilos, pois o que achei de melhor eu falarei ao longo deste objetivo (como sempre) post.
Shout out louds e Belém: Então: lindo, gostoso, saboroso... Não, eu não estou me referindo a nenhum membro do Shout out louds, mas sim do show deles. Eu posso dizer que na verdade foi um pouco mais vibrante do que eu realmente imaginava. O fato é que se eles são hypados faz tempo no Reino Unido com música em seriado, propaganda e afins. Por aqui o sucesso foi desde o show com muita garota babaando e agora me parece que muita gente anda ouvindo mais a banda. Dizem até que existem DJs querendo tocar mais. Cof.
  • Extra, Extra: Falando em DJ, vem aí o ... Dj Hero. É isso mesmo, na era em que o Paul (é, aquele mesmo dos Beatles, dos anos 60) está com projeto eletrônico quase pronto, o DJ Hero chega para substituir o Guitar Hero no mundo dos games, que beleza!

(Atualizado em 07/10/08)

  • Fim das provas, tudo tranquilo e uma bomba explode na cidade das mangueiras. Eu ainda nem tive tempo de dizer o que foi o Autoramas no Se Rasgum, daí eles voltam. É isso mesmo, pouquíssimo tempo depois, o Autoramas é convocado pela Secult com o intuito de ser atração para o Círio e toca hoje na... casa das onze janelas. Aonde o indie foi parar...

Autoramas e o fim: Penso que essa vinda seguida mostra o atual mau momento do Autoramas. Sei lá, não que Belém seja tão ruim assim, nem sou de ficar criticando, mas antes eles não tinham esse tempo todo para vir, convenhamos. Bom, fortaleço minhas palavras porque o show no festival foi cansativo. Apesar de bons músicos, e de terem boa presença de palco, tanto de uma forma, como na outra, eles deixaram a desejar. O fato é que eu não esperava algo muito melhor visto que não curto as últimas músicas, todavia um cover do Elvis e a clássica "Fale mal de mim", deixaram o show menos feio e assim o encerraram. No entanto, o povo gostou do show de uma forma geral e tinha até uma garota que parecia ser do fã clube, pirando e batendo em todos na minha frente. Eu me senti obrigado a dar um toque nela... Há dois anos atrás eu piraria peso com o Autoramas, hoje a banda me parece próxima do fim. Prontofalei.

QOTA e o Vinil: As coincidências não param. Após eu ter tocado o single "Mathias", do Vinil Laranja e em seguida ter mandado "Sick, sick, sick", do Queens of the Stone Age, como já foi dito por aqui, resolvi tocar outra do Vinil: "Shoot the little sister". Em uma festinha fechada assim no mês de julho, bem tipo as festas que o Ting Tings fazia ano passado, alguém do Vinil me deu um CD demo com 6 músicas que estariam no primeiro e já existente CD da banda. A primeira faixa logo, já foi usada. De todo modo, eu comecei falando em coincidência, não algo óbvio e coincidência, é que eu fechei meu set tocando "Shoot the little sister", e o DJ que entrou depois, adora QOTA e começou com "In my head". Daí mesmo sem ter muita noção que tava fazendo uma combinação linda, ele fez. Posso dizer que foi por acaso, pois vi o set dele antes, mas ele nem tem noção de como ele fez as pessoas felizes com Vinil plus QOTA.

O Montage e o techno brega: Bem, não podemos pular essa parte? Ruun. Ok, vamos lá. Falando em bandas que voltam, o Montage também voltou. Mas aí é outro departamento. Primeiro que de certa forma o Montage ainda está começando, depois que Fortaleza também de alguma forma é aqui do lado e finalmente o fator principal: vitrine nacional de um ritmo brega pop, o techno brega não agradou muito Daniel Peixoto. Ele achou incrível o público aqui, seu show foi invadido (está no YouTube) por deus, o mundo, a torcida do Flamengo, mais cinco e o... Dan que é nada mais nada menos que o "adoro quarta's next top model", veja você - porém esse ritmo do Pará, é muito forró, segundo Daniel Peixoto e este aqui assina embaixo. Logo, ele (Peixoto) não gostou. Por outro lado, gostou do DJ de techno brega que tocou no Se Rasgum e voltou para fazer algo de repente válido. Tocar Benflogin com o ritmo da terra. Há. Vai que fica igual o She Wants Revenge...

  • Só para deixar claro, ele gostou da pessoa do DJ paraense. Haha.

A Quarta e o quipariu: Acontece amanhã a edição macabra da maior festa indie do meio de semana norte/nordeste. Hehe. A Quarta do mês do Halloween, parece realmente ser má. Bom, já que eu adoro falar em coincidências, tenho que dizer que a Quarta terá sua sexta edição com ingresso custando 6 reais, assim como foi na anterior e terá 6 horas de festa, certinho. Something wrong? /MEDO. Bom, chega do número 6. Sendo assim, a festa vai começar 20 horas e não mais 18. Boa Quarta para vocês.

  • Antes da quarta... tem Skins. Hoje à noite acaba tudo. É o fim da Segunda temporada da melhor série do mundo. /shora galere.

Enquanto isso, eu vou ler um livro do Nietzsche e depois eu volto com o Fall out Boy e os gays e enfim, o tema paraense da vez: A Socialização dos Pombos.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Ih, Holanda

"Eu abro mão do sol de cada dia
Rezando o credo, que tu me ensinaste
Olho teu rosto e digo a ventania
Yolanda, Yolanda, eternamente, Yolanda"
Chico Buarque, em "Yolanda"
Buenas, Brasil (?). Aqui estou eu para provar o contrário do que muitos dizem por aí...
"Eu não morri, nnnnnão morri, eu juro pra vocês que eu não morri"
Autoramas, em "Eu não morri"
Essa é a vantagem de quem conhece uma música para cada sentimento, vamos lá. Sim, um mês após o último post, eu volto com a volta do Skins, e muita, mas muuuuita coisa nova. Se segurem na cadeira e nada de olhar para o céu. Outubro ainda vem por aí, e se não bastasse os vampiros do mundo pop, teremos outros seres por aqui.
  • De tantas coisas surgindo de altíssima qualidade, me parece que nada é mais bem feito e belo do que o TV on the radio com a música "Family Tree" e nada vicia mais do que o Black Kids com o single que chama "I'm not gonna teach your boyfriend how to dance with you", remixado pelos cariocas do The Twelves, veja bem. Música esta de nome tão grande quanto a qualidade e vicio que consumo ao ouvir.
  • No post do mês passado eu fiz um texto perfeitão sobre a Quarta Quipariu e a festinha já teve outra edição no dia 3 desse mês de Setembro e continua caminhando com um passo do tamanho da minha felicidade ao saber que amanhã tem Se Rasgum em Belém e que vou ouvir Autoramas (da musiquinha lá de cima), Montaaage, a banda dos primos do Peter, do Bjorn e do John (Shout out louds) e... aquele Vinil que também citei no post passado, lembra? Eu avisei, então Shoot the little sister e go there.
  • Ainda sobre o Se Rasgum, Bob ex Amargo, me contou que viria muita gente de fora sacar as bandas. Ou seja, Vinil e QOTSA ano que vem em Londres. Ainda sobre o Bob, preciso olhar a banda dele, depois do show cito ela aqui... ou não.
Azar underground: Nada nunca foi fácil no mundo underground. Era uma bela noite e eu toquei bem pouco nesse dia, mas terminei com o single do Vinil Laranja aquecendo todos os amigos e músicos da banda que ali estavam. Piração total, momento histórico e depois... o Vinil foi mas não foi (hihi). Problemas ocorreram e isso só me fez esperar pelo Se Rasgum para vê-los. Fiquei sem show.
  • Falando nas dificuldades do mundo independente, procurem no You tube, ou baixem a reportagem denominada 3 ou 4 riffs, com as melhores pessoas do mundo independente contando como é difícil mas ao mesmo tempo é melhor não ter gravadora e ninguém para cuidar da sua vida. Eu costumo comparar isso com a nossa vida. Tipo, a partir da adolescência queremos ser independentes, sair de casa. A música pop, então, para mim, é aquele cara que vai morrer dependendo da mãe. Ruuun.
Lindo: Eu tocando "Mathias", do Vinil, em seguida "Sick, Sick, Sick", do Queens of the Stone Age, na Quarta.
Melhor série do mundo: Se você ainda tinha dúvida sobre o Skins ser ou não ser a melhor série do mundo, eu sei que agora, assim como eu, podes dizer que é a melhor do mundo e da história.
Ora, vejamos: nada, que eu saiba, conseguiu ser tão próximo da realidade(para não dizer totalmente real). Nenhuma série conseguiu ter personagens tão perfeitos, tão engraçados, tão indiferentes. Nunca uma série foi tãão indie. Um post completo dizendo qual o papo do Skins para quem não sabe, ocorrerá quando a série terminar. Skins voltou, como anunciei antes, mas já está quase indo, cada dia melhor.
  • Vamos para o Direito, precisamente aula de Penal.
Dolor indi(e)reto alternativo: Apresenta-se quando o aspecto volitivo do agente, se encontra direcionado de maneira alternativa, seja em relação ao resultado (alternatividade objetiva), seja em relação a pessoa da vítima (alternatividade subjetiva). Haha!
  • Acho que tudo que eu poderia falar de novidades e de bandas boas para este ano eu já falei. Isso desde sempre, aliás. Agora depois de tantos elogios, quero fazer... mais alguns. Bom, é só para reforçar, que o CSS não foi o mesmo (embora ainda me agrade muito. Ou seja, não é ruim como andam dizendo), o Hot Chip me veio com um single perfeito e que eu não esperava (Ready for the floor). Que aliás, assim como "Knights of Cydonia", do poderoso Muse, ganhou remix meu (em breve aqui). Mas o assunto mesmo é o MGMT junto com o Ting Tings que fizeram tudo que ninguém jamais esperava. O ano não acabou mas já me fez feliz peeeso.
Moptop, KOL: A banda carioca voltou nada diferente de antes. Nível altíssimo. Já toquei "Aonde quer chegar". O KOL continua sendo uma alta também. "Sex on fire" tem um clipe demais, e é o primeiro single. Devo bater palma para os dois, voltando a dizer que Kaiser Chiefs é o Arctic Monkeys que ainda não deu certo. Porém tem qualidade e vem poderoso por aí ainda neste ano. "Never miss a beat" é o primeiro single e é beem legal mesmo.
Indietrônica: Na era em que o Bloc Party tenta ser dançante, o TV on the radio vem e faz isso melhor, o Ting Tings, o Hot Chip, o MGMT são os mais falados do ano, a nova disco chega, a new rave já era, não há como não elogiar o indie dance. Isso porque nem citei Justice, Gossip... Isso, junto com a mistura de estilos e tribos, só fortifica a cena. Tudo menos pop.
Yolanda, single de Manaus, vira hit em Belém: Vamos tentar entender o que anda acontecendo com a nossa cidade. Não vamos falar do clima que mata, nem do engarrafamento que destrói, nem dos ladrões que se sentem cada dia mais felizes. Falaremos de algo bom: o futebol paraense(?). Bom, a verdade é que nosso futebol sempre foi forte, mas também anda muito mal, porém enquanto o Paysandu Sport Club está fielmente acreditando que vai se classificar para fase final do Brasileirão da Série C, o Remo caiu para a série D. A inédita quarta divisão do futebol Brasileiro. Jamais pretendo entrar em méritos que possam causar revolta, choro ou chateação, portanto vou direto ao assunto, afinal você não deve estar entendendo nada. Seguinte: o jogo final que derrubou o Remo foi contra o Rio Branco do Acre, mas quem realmente destruiu as possibilidades do Remo foi o... Holanda. É isso aí, O Holanda. Holanda do norte e de Manaus, Holanda que não é a Laranja Mecânica, mas também é laranja e é uma imitação brasileira e nortista do país baixo. O fato é que o Holanda é um Clube novo e desconhecido e se tem hino, todos desconhecem e de repente surgiu do naaada a notícia de que o torcedor do " Filho da Glória e do Triunfo" (Remo), não conseguia mais ouvir o hit das paradas deste ano e de todos: YOLANDA (hã?).
É, isso mesmo, a Yolanda do queridíssimo Francisco Buarque de... Hollanda. A Yolanda de tantos outros, toca toda hora nas rádios do norte que só são um pouquinho piores que as do sul e outras regiões. Não que a música seja ruim, muito menos o Chico. Isso é MPB e nossa MPB é rica e quem não gosta deve respeitar. Acontece que essa música e outras bem piores, são tocadas nas rádios nacionais e paraenses, como lançamentos. Daí não tem jeito. Não tem como aguentar. Agora imagine se ainda fores torcedor do Clube do Remo... Fim de história: a coisa bombou, a cidade enlouqueceu, os bicolores só ouvem isso e agora vai ser difícil de parar... haha.
  • Então agora vou ler uns livros do curso e ver o quanto um dolor indi(e)reto alternativo pode ser importante para minha vida. Até mais, prometo que volto logo e contando quando que o Vinil vai para Europa pós Se Rasgum Festival.
  • Essa canção é mais que mais uma canção. Quem dera fosse uma declaração de amor. Romântica, sem procurar a justa forma. Do que me vem de forma assim tão caudalosa. Te amo, te amo, eternamente, te amo. Se ma faltares, nem por isso eu morro. Se é pra morrer quero morrer contigo. E a solidão se sente acompanhada. Por isso às vezes sei que necessito.Teu colo, teu colo, eternamente, teu colo. Quando te vi, eu bem que estava certo. De que me sentiria, descoberto. A minha pele vai despindo aos poucos. Me abres o peito, quando me acumulas. De amores, de amores, eternamente, de amores. Se alguma vez me sinto derrotado. Eu abro mão do sol de cada dia. Rezando o credo, que tu me ensinaste. Olho teu rosto e digo a ventania.Yolanda, Yolanda, eternamente, Yolanda.
  • Detalhe: Há um ponto que separa cada parte da música, não que necessariamente haja necessidade do ponto.
  • Outro detalhe:"Se é pra morrer quero morrer contigo". O curioso é que de fato o Remo morreu com o Holanda. Mesmo com a vitória, a "Laranja Mecânica" foi eliminada.
* Agora sim o fim. Hihi.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Quarta agora é sábado

"Todos juntos no bar Lá-lá-lá-lá!
Vamos celebrar Lá-lá-lá-lá!
Brindem copos no ar Lá-lá-lá!
Isso é que é Sábado!
Isso é que é Sábado!"
Bidê ou Balde, em "Isso que é sábado"

"Night fever, night fever.
We know how to do it.
Gimme that night fever, night fever.
We know how to show "
Bee Gees, em "Saturday night fever"
Mudança de cultura, de costumes, encarando novos desafios e sem medo de arriscar: esses são os lemas da festa mais anormal de Belém neste ano de 2008. A festa é anormal e não é por ser em um lugar trash com alguém vestido de super-homem, ou por vídeos e idéias loucas como ocorre por aí, mas é anormal porque é uma raave de rock e electro-rock (geralmente são sete, oito horas de festa) ocorrendo desde o fim da tarde até a madrugada. A festa tem idéias novas também, nada escandaloso, mas cada vez mais vem se mostrando forte. A verdade é que as duas últimas "Quarta qui Pariu" pareceram demais um sábado dos melhores. É bem verdade que era férias, mas o crescimento da coisa foi de assustar. A festa até então é só de DJ, ocorre no tradicional maior palco underground que é o Café com Arte, e é organizada em sociedade pelo DJ e publicitário (inclusive autor dos flyers) Emídio Contente e este que vos escreve. O horário "louco" foi escolhido para tornar a festa grande e proveitosa e ao mesmo tempo permitir que todos possam ir curtir, a não ser quem tem faculdade à noite, mas como é só uma vez no mês que ocorre...
Todo mundo sabe que o dia tradicional das festas historicamente é o sábado e eu confesso não saber de onde veio essa idéia, mas eu sei sobre isso desde a era disco com o filmaço clássico na história da música que se chama "Os embalos de sábado à noite". Então vamos nós. Na era da new disco, em Sampa, você tem festas a semana toda. Porém a coisa ferve de verdade literalmente desde a quarta com a festaça que chama Funhell e ocorre na Funhouse. Detalhe relevante é que essa festa lota e olhe que não tem o esquema que a Quarta qui Pariu tem de começar cedinho... O desafio então é mudar a cultura, a mentalidade ultrapassada, as idéias impostas pela sociedade e de certa forma me parece que a "QUI PARIU" conseguiu pelos últimos sucessos. Com investimentos, novidades, sempre alguém de bagagem ou conhecimento musical discotecando, a coisa promete ir longe e já parece estar virando o novo sábado. A festa já tem seu orkut, suas fotos na net e principalmente seus fãs que ficam esperando a hora dela chegar. Para terminar sobre a Quarta, faltou eu dizer que há uma idéia de liberdade, mas com cuidado para manter a boa imagem da festa. Agora é fato que todos se sentem em casa e confortáveis com os devidos limites. Finalmente, fica aqui meu convite para edição especial da festa mais animal do momento que ocorrerá desta feita no feriado da sexta (por isso é especial). Você pode até pensar que perdeu o sentido mas fique tranquilo. O feriado apareceu e mês de agosto ainda complica fazer algo na quarta, porém dia três de Setembro podem ficar atentos para uma QUARTA qui Pariu... em uma quarta .


* Bom, volto depois com a volta do Skins e a vinda de uma certa banda punk para Belém...

* Boa QUARTA para vocês (hihi).


terça-feira, 12 de agosto de 2008

Tudo por acaso

"Saiba que agora descolei uma namorada
Confesso pra você que meu namoro é de fachada
Patrícia fez de tudo pra eu tentar te esquecer
Me levou pra Santiago, mas eu lembro é de você"
Lucy and the Popsonics, em " Coração Empacotado"
Então, esse sonzinho só consegui ouvir lá de fora do Porão, mas sabe quando você vai pronto para uma coisa, chega lá e outra faz a sua alegria? Digamos que foi isso. A banda brasiliense Nancy já tinha sido falada em blogs e eu tinha lido a escalação dela, por exemplo, no South by Southwest, acreditem! Daí, isso foi motivo suficiente para eu ficar esperando o show ali bem na frente e não me decepcionei. Camila Zamith é dona de uma voz sem dúvida alguma diferenciada e a banda ainda conta um guitarrista figuraça e que sabe o que faz. Veja a Nancy em ação:

Vinil Laranja: Bom, e por falar em coisas que ocorrem por acaso, foi assim que conheci a melhor banda de Belém hodiernamente (grudada com os Filhos de Empregada). Em um daqueles dias sem nada para fazer (no sábado durante a tarde), fui para a Ná Figueiredo ver o ensaio aberto de uma banda que já tinha tocado no Café comigo umas duas vezes, mas por estar discotecando, nunca tinha sacado direito. Fim da história, saí do ensaio passado, dizendo "égua, maninho!". Mentira, nem tanto. Mas, o papo é que a banda é rock alternativo barulhento, com vocalista que vira o demônio assim... no show inteeeiro e o baterista não fica atrás. Se fosse uma banda de três, eu mudaria o nome para 666, veja bem. Para terminar de vez o que tenho para dizer sobre eles, posso dizer que ponho muita fé no que tô vendo e já falei isso para três membros dos quatro existentes (Hahaha). Enfim, eu os vi em uma festa (de nome não mencionável por aqui) neste sábado...mas motivos aí me levam a não colocar foto aqui... cof cof. Só não sei ainda da onde veio esse nome da banda, mas prometo que em breve eu conto e ouçam bem, o Vinil Laranja é o meu Tio Nelson 2008. Vai dar o que falar! O Tio Nelson, como todos bem sabem, já deu, deu tanto que virou pop. E isso não é um trocadilho. Tio Nelson underground mora no coração.

* Mais tarde eu volto com TUDO sobre o dia "qui" virou o sábado da molecada de Belém pelo menos uma vez no mês. A "galere" pira quando você menciona quarta qui pari... Já já eu te conto.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Especial Porão do Rock

Tá certo, tá certo, vou confessar: eu tenho medo do mal, mas nunca tive taaanto. A sexta-feira me assustou de verdade. Nunca tinha visto tanto metaleiro na vida. E não estou aqui falando mal nem discriminando, mas era super comum as pessoas passarem sem pedir licença, ou te empurrarem, ou ainda mais do que isso: pensarem ser o ... João Gordo. Coof cof. Somando a isso
o hardcore também foi chato e gritado daqueles que você não entende nada e isso até rendeu um certo vídeo de um certo jornalista aí, mas isso eu conto na outra parada. Bom, ao final desta sexta linha você deve estar se perguntando: o que o porão teve de bom então? O porão, pelo que ouvi dizerem, foi mais fraco do que nos anos anteriores em termo de quantidade de coisas boas, mas recompensou trazendo a clássica Suicidal Tendencies, o glorioso Muse (já dito aqui) e a "estrela" pop... Pitty. Então, voltando a falar da sexta-feira do mal , o Matanza mostrou que bom é quando faaaz... MAL. Sei que deveria dizer mais, mas isso é tudo. O show do Matanza é muuito bom e quebrou o galho. Eu que tinha perdido os caras aqui, acabei curtindo vê-los na capital. Outra coisa legalzona da Sexta foi ver o Madame Saatan de Belém do Pará tocar pela primeira vez em um festival desse e tocar bem, na minha modesta opinião. Sábado tinha Autoramas, tinha a bandaça da querida Fernanda ( Lucy and the popsonics) , mas tinha a minha ressaca e preguiça também. Então só ouvi um pouco destas bandas lá de fora mas sei que foram legais. O legal mesmo foi eu ficar ali bem de frente com a Nancy de Brasília, tirar fotos e adorar a banda que só sacava por blogs.
Morte aos hipsters : É triste, mas é sério. Eu acho por inúmeros motivos que o hype seja bom e importante, mas não posso deixar de falar do lado chato do hype. O fato é que não fiquei sem conseguir enxergar o Muse, mas ficaram na minha frente pessoas que nem conhecem duas músicas, pessoas empolgadas, que faziam corinhos e te empurravam na hora do show. Tinha metaleiro fazendo confusão e isso é triste. Brasília, como a capital, deve ta passando pelo problema que passou NY, que se resolveu com festas secretas divulgadas em blogs com senhas e tudo. Óbvio que não tem como comparar, o Strokes é de NY ! Mas eu senti a coisa séria. Você pode até vir me dizer que todo show tem isso. Mas foi mais do que isso, entende?
Carinha atrás de mim no show, me parecia um nordestino que sacava bem das coisas. Falou que a maioria das pessoas que estavam lá, se conhecessem Knights Of Cydonia, era muito, falou que queria um emprego como o do Lúcio Ribeiro e ... falou mal do Madame, dizendo que gritavam "Joelma, Joelma", comparando com o Calipso. Aí não concordei e nem vi esse coro, mas abafa.

Leandro e o / a Justice: Caso sério eu escrevendo isso aqui e voltando para minha faculdade de Direito. Eu poderia estar no Jornalismo ! Caso sério também seria um jornalista... na Justiça.
O jornalista Leandro Moreira, foi atrás do Muse até no banheiro de todos os festivais, berrou, decorou a sequência de músicas, pegou balões, ganhou um adeus e filmou junto com a tia Nay o show inteiro do Muse que teve uma pré com a música do Justice, como já foi dito aqui. E como se não bastaasse, ele não quis esnobar o hyyype e trouxe uma foto para Belém ao lado da Justice, para recordar.

Logo mais eu volto com fotos da Nancy, com a quarta que anda botando Belém de cabeça para baixo, com um certo Vinil de cor laranja e amanhã eu volto de férias para as festas também e discoteco no Café com Arte. See you there, people.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Brazil is Cydonia and Muse is the Knight...


"Because we are your friends
You'll never be alone again
Well come on, well come on Well come on, well come on"

"Don't be afraid
What you're mind conceals
You should make a stand
Stand up for what you believe
And tonight we can truly say
Together we're invincible"

Matthew foi muito feliz ao criar a letra de Invincible e mal sabia que futuramente estaria dizendo uma frase puramente verdadeira. O Muse é invencível.
Gênio: Quase no fim da década e na carência de gênios e ícones intocáveis na música, penso que agora o Matthew se consolida como tal. Nos anos em que Julian ( Strokes) , Pete Wents e Gerard Way são os maiores ídolos, me parece que o Muse e Mathew terminam a década muuito na frente dos "concorrentes". Bellamy, filho do não menos gênio, George Bellamy( The Tornados), é fenomenal vocalista, toca piano como poucos e tem uma voz alucinante. Mais do que tudo isso é a rapidez em que usa tais instrumentos/habilidades.
Perplexo: Foi assim que fiquei do primeiro ao último instante do show da melhor banda de 3 do planeta Terra. Desde a abertura pré-Muse com o hiiino do Justice (que está presente no primeiro pedaço de música aí de cima) até o fim do último aplauso, eu não me movi.
Para nada nem ninguém botar defeito: A verdade é que não me surpreendi, o Muse só foi mais real, tava ali na minha cara. Nunca me senti tão perto de Cydonia(hihi). Er...mas foi o que eu esperava. Impecável e perfeito como em todos os shows que tinha visto só em imagens. Até os efeitos visuais que eu pensei que não fossem aparecer, vieram fortes mas ainda sim mais fracos que os da Europa (óbvio). O fato é que tenho certeza que esse show foi um dos melhores da minha vida e que quanto a apresentação, ninguém pode botar defeito, ao contrário do público, mas isso é outra história que venho contar depois.

mais tarde eu venho com :



  • Especial Porão do rock, Leandro e o Justice, Matanza, Madame, Hardcore -Punk -Metal, Sexta-Feira , a Nancy com fotos e vídeos e morte aos hipsters.